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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

TOC: Transtornos Obsessivos Compulsivos

As manias que viram TOC!

Essa doença, que transforma a vida mais ou menos de 150 milhões de pessoas no mundo num inferno, pode ser curada com medicamentos e terapia. Quanto mais cedo for detectada e iniciado o tratamento, melhor para os pacientes e suas famílias.
Por: Juliana Nogueira.

Rituais que escravizam:
Os transtornos são idéias ou imagens repetitivas que invadem o cotidiano da pessoa, sem ela querer, e se tornam obsessões que desencadeiam as compulsões. Uma boa parte das vítimas imagina que, se não cumprir determinado ritual, algo de ruim vai acontecer. Os pensamentos são absurdos e irracionais e as pessoas sabe que não faz nenhum sentido associar um pé de chinelo desalinhado em relação ao outro com a provável morte ou doença de alguém conhecido, mas mesmo assim não conseguem se livrar disso.
"Se imaginarmos uma linha, na ponta inicial está a ansiedade, no meio o TOC e na outra ponta a esquisofrenia", afirma o psiquiatra Leonardo Passos Chaves, assessor médico do laboratório Sovay Pharmaceuticals, que fabrica o medicamento luvox, usado no tratamento da doença. Os outros dois remédios que os médicos indicam são da família dos antidepressivos - anafranil e prosac.

Associações absurdas:
Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor. "Mesmo assim, o tempo médio é de 14 anos", diz Ana Grabriela Hounie, psiquiatra do Protoc - Projeto de Transtornos do Espectro Obsessivo Compulsivo, do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O primeiro passo para identificar a doença é saber onde termina uma mania e começa a obsessão. "Quem é organizado gosta de arrumar para facilitar a vida. Na obsessão, se as coisas estão de determinado jeito, a pessoa acha que alguma coisa ruim vai acontecer", diferencia Ana Grabriela. Alguém pode ser extremamente organizado, mas, se o hábito não interfere em outras tarefas da vida, é uma mania. "Se não consegue mais cumprir horários porque não sai de casa se não ficar cinco horas debaixo do chuveiro, aí pode ser TOC", esclarece a psiquiatra.

11 horas no chuveiro:
A atriz Luciana Vendramine, hoje com 38 anos, também foi vítima da doença e por várias vezes chegou a dizer que preferia morrer a continuar vivendo naquele inferno. Passava muito tempo no banho e demorava para se vestir por causa dos rituais que havia criado para cada situação. Não podia deixar o chuveiro enquanto não tivesse um pensamento bom ou então não colocava a roupa se não conseguisse visualizar uma imagem sua idealizada. No auge da doença, chegou a passar 11 horas seguidas no banho e só saiu quando seu pai a arrancou de lá à força. Ela sintia medo de tudo e desenvolvia rituais para cada dia. Se estava correndo na Lagoa Rodrigo de Freitas e alguém esbarrasse em seu lado direito, não parava enquanto não tocassem também seu lado esquerdo. Ficava com ódio e não entendia por que respeitava idéias qu não tinham a menor lógica.
O TOC fez a atriz, linda e com uma carreira promissora no teatro, ficar três anos reclusa, sem ver tevê, ler jornais, revistas, ouvir rádio ou sair de casa. Como estava em um estágio avançado da doença, não aceitava remédios. Quando, enfim, cedeu, os medicamentos e a terapia tiraram Luciana do inferno, tanto que ela voltou à vida normal, fez ensaio para a revista playboy, e outros eventos.

Na terapia comportamental, os pacientes são expostos justamente às situações que geram ansiedade para eles. Na primeira etapa, o médico pede ao paciente que faça uma listinha detalhando todas as compulsões. Depois as classifica, dando notas de zero a dez para cada uma, de acordo com o grau de ansiedade que geram, e as coloca em uma ordem, das mais leves para as mais fortes. "Recomendamos que tente vencer as mais leves e vá enfrentando todas. Por exemplo: se checa constantemente se o gás está fechado, peço para ir à cozinha e não conferir", conta o psiquiatra Antonio Carlos Lopes.

Sintomas mais frequentes:
Busque ajuda se você tiver a maioria destas manias que pertubam seu cotidiano e a impedem de levar uma vida normal.
a) Limpeza: a pessoa tem a sensação de que tudo pode contaminá-la, ou justamente o contrário, de que está suja e contamina tudo aquilo que toca.
b) Simetria: acredita que, se roupas, sapatos, livros não estiverem alinhados, um desastre pode acontecer.
c) Jogos mentais: o doente cria relações absurdas. Exemplo: se vê passar um carro de placa que termine com o número cinco, precisa esperar passar dez carros com placas de final cinco antes de seguir seu caminho.
d) Religião: teme ter ofendido a Deus e reza o tempo todo para aliviar a culpa.
e) Rituais: cria regras esdrúxulas, como dar a volta no quarteirão muitas vezes e só entrar em casa ou no prédio quando não houver ninguém por perto. Acredita que assim evita possíveis tragédias.

Fonte:Revista Uma

Coloquem seus comentários!

2 comentários:

Pr.Jéferson Fabiano Candido disse...

Maria Adelalalia, seu Site é Motivador e Essencial para os leitores. Permita-me colar e copiar algumas de suas postagens com seu nome. Postagens como estas "TOC: Transtornos Obsessivos Compulsivos"

Maria Adeladia disse...

Pr.Jéferson, claro que vc pode colar e copiar as postagens. Esteja à vontade! Mas não esquecer de informar a fonte original, que foi uma matéria da "Revista Uma".
Abraços e obrigada por sua maravilhosa visita, parceiro.

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