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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ouricuri - PE: origem, desenvolvimento, fatos importantes

Ouricuri é uma das cidades mais importantes do Sertão Pernambucano.

A população é de 63.042 de habitantes, segundo dados do IBGE. Ocupa a 23ª (vigésima terceira) posição de cidade mais populosa no estado de PE e a 446ª (quadrigentésima quadragésima sexta) no Brasil.

Área: 2.423 km2
Distância da capital Recife: 623 km
Acessos:BR-316 e BR-232 (via Salgueiro)

Fonte:Lvro: Ouricuri:História e Genealogia, Raul Aquino, 1982.

Ouricuri: origem (primeiras terras):

O nome Ouricuri provém de uma palmeira de designação idêntica que existiu no local onde foi erigida a cidade.Encontramos no Dicionário Corográfico, Histórico e Estatístico de Pernambuco, de Sebastião Vasconcelos Galvão, “ Ouricuri foi primitivo o nome da povoação Aricori, o qual era também o da taba ou aldeia de índio que aí existiu Aricori é vocábulo indígena e os catequizados que ali existiu trabalhavam-no por duas serras próximas ou juntas, isto é, era a aldeia das duas serras juntas. O sítio em que se acha o povoado que constitui hoje a cidade de Ouricuri, possui duas serras juntas. Mas, a Assembléia Provincial assim não entendeu quando criou a freguesia, corrigiu para Ouricuri, interpretando que era a denominação de palmeira Ouricuri, alías abundante naquela região e sobretudo na parte ocidental e na fronteira pernambucana e com o Estado de Piauí”. Os índios da família dos cariris foram os primitivos habitantes de Ouricuri, traduziam a palavra como “duas serras juntas”. A tradição conservou a versão de ter se originado o nome da cidade Ouricuri, da palmeira da família cocos coronata – aricuri ou ouricuri.

De Aricuri a Ouricuri:

Da. Brígida Maria das Virgens ou simplesmente Brígida de Alencar, adquire dos senhores da Casa da Torre, extensa gleba compreendendo a área esquerda do Rio São Francisco, de Cabrobó e Santa Maria da Boa Vista às fraldas da Serra do Araripe, em Exú. Fixa-se às margens do São Francisco, tornando-se opulente senhora, uma das figuras de maior relevo na história de Cabrobó onde se perpetuou e face de ter construído a magestosa igreja de Nossa Senhora da Conceição e para a história de Pernambuco, ter seu nome dado origem ao grande Riacho da Brígida, a maior, ou uma das maiores bacias hidrográficas de Pernambuco, em rios temporários. Por volta de 1816, vende suas terras que formam a circunvizinhança da atual cidade de Ouricuri, ao então João Pereira Goulart, vindo do Ceará com sua esposa D. Maria de Souza Goulart.

Investigando esta região, abrigou-se à sombra de um tamboril, árvore frondosa que lhe permitiu repouso ao lado de um curso d’água, gostou do local, construiu aí sua residência. A nomenclatura da fazenda provém dessa árvore, tamboril, que passou a ser também, o nome do riacho. Tornou-se rico fazendeiro, muito conhecido na área, sobretudo pelo seu espírito hospitaleiro.

O tempo destruiu a residência e o açude, deixando-nos sem esse marco de nossa história. Posteriormente, a visão de João Goulart, foi 135 anos depois reconhecida quando Pedro Eusébio indicava ao deputado Felipe Coêlho, o Riacho Tamboril como local para construção de um reservatório de água. Vem em 1951 o apelo ao deputado federal por Pernambuco, Dias Lins, em seguida o projeto, dotação orçamentária de 500 mil cruzeiros, em 1952.

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) inaugurou em 1960 a barragem Tamboril, com capacidade para 28 milhões de metros cúbicos de água e sua canalização para a cidade de Ouricuri. Um dos pontos históricos do nosso município, o Tamboril, exatamente o local do primeiro açude construído pelo nosso João Pereira Goulart.

A nobreza do ilustre casal João Pereira Goulart deu ensejo a criação de um caminho ligando Ceará a Rio São Francisco e , consequentemente à Bahia, passando por Aricurí, tornando aqui um ponto de referência onde os visitantes encontravam fidalga hospitalidade.

Infelizmente, mudando o rumo da história, João Pereira Goulart veio a falecer, prematuramente, não há registros da causa e ano da sua morte. Em fase disso, Da. Maria Goulart juntamente com seus 03 filhos, venderam suas terras, e voltoram para o Ceará.

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