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domingo, 21 de novembro de 2010

Lampião em Ouricuri-PE

Fonte:Lvro"Ouricuri:História e Genealogia, Raul Aquino, 1982 (cap.14, pág.91)".

Pouco mais de um mês se passara da incômoda visita dos revoltosos (Coluna Prestes), chegava a notícia de que o grupo de Lampião se deslocava em direção de Ouricuri. No início de setembro de 1926. Lampião invadia o alto sertão de Pernambuco. Do grupo, fazia parte, Horácio Novais e Bom de Veras, chefes de sub-grupos e conhecidos nesta região, sendo o segundo natural de Granito. Atacaram a cidade de Parnamirim, então, Leopoldina, onde o pequeno destacamento policial impôs resistência, perdendo dois soldados e não impedindo a entrada dos facínoras na cidade. As famílias se valeram do padre Alfredo Del Biazzo, vigário da paróquia que entrevistou Lampião, sendo tratado com respeito e nada acontecendo com a população. Apenas a agência postal telegráfica foi atingida, o aparelho do telégrafo destruído, aliás, recém-instalado para substituir o que fora rebentado pela Coluna Prestes.

De Parnamirim, Lampião rumou para Ouricuri com intenção de atacar além desta cidade, a de Bodocó e Vila de Granito (atualmente cidade). Várias pessoas daqui receberam cartas assinadas por Horácio Novais. O povo alarmou-se e iria defender a cidade. O destacamento policial se compunha de 12 soldados sob o comando do sargento Cláudio Geraldo de Carvalho e a ele se juntaram cerca de 200 civis preparados para a luta com boas armas e até espingardas de caça.

Bodocó se encontrava com corpo policial de aproximadamente 50 militares. Comandados pelo tenente Alípio Pereira de Souza.

Lampião foi avisado na fazenda Barros da reação que iria ter, mudou sua rota, dirigindo-se para Granito que se encontrava sem proteção, entretanto foi recebido pelo padre Joaquim Peixoto de Alencar, com quem se entendeu e ordenou ao seu grupo para manter respeito a vila. Repousou ali durante dois dias, resolvendo voltar pelo mesmo caminho. Nas proximidades de Parnamirim, tomou conhecimento de que esta cidade estava guarnecida por forte contingente policial e assim, se embrenhou na caatinga em direção de Cabrobó, indo para outra região.

Durante esse período que durou uma semana, viveu Ouricuri a expectativa de uma chacina com postos de vigilância localizadas à distância da cidade e o povo passou, felizmente, apenas um susto.
Em Granito, o cangaceiro Bom de Veras separou seu pequeno grupo para atacar pessoas da família Peixoto com os quais tinha rixa. Tomou de surpresa a fazenda Colina, assassinando seus desafetos, inclusive o proprietário Veríssimo de Alencar. Em seguida internou-se na Serra do Araripe e alguns dias depois, morreu em combate com a polícia de Serrita.

4 comentários:

Marcio Henrique disse...

sou bisneto de Claudio Geraldo e achei muito interessante a matéria sobre os fatos históricos do lugar.

Maria Adeladia disse...

MARCIO HENRIQUE: Esses fatos históricos são bem interessantes mesmo! Obrigada pela visita e por tornar seguidor deste blog. Abraços e volte sempre!

Leo Tavares disse...

Obrigado pela postagem, é muito bom conhecer a nossa história!

Maria Adeladia disse...

LEO TAVARES: Obrigada pela presença.A história de Ouricuri é mesmo linda e apaixonante!!

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